A impressão digital em tecidos como ferramenta para reduzir impactos ambientais

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 23/07/2016
Além das qualidades técnicas e produtivas, a impressão digital têxtil pode ser uma grande ferramenta de sustentabilidade

Além das qualidades técnicas e produtivas, a impressão digital têxtil pode ser uma grande ferramenta de sustentabilidade

Os argumentos para a adoção de tecnologias de impressão digital têxtil são os mesmos usados em outros segmentos: possibilidade de estampar peças sob medida e em curto prazo, personalização e produção sob demanda. Além disso, a impressão digital reduz desperdícios e aumenta o controle sobre custos por minimizar o inventário. Mas há um benefício que parece superar todos os outros: a sustentabilidade.

Depois da agricultura, a produção têxtil é a maior poluidora de água do mundo, por causa sobretudo dos processos de tingimento. O Banco Mundial estima que o setor de tecidos é responsável por mais de 20% da poluição da água industrial. Para se ter uma ideia, de acordo com o governo britânico, a indústria têxtil do Reino Unido produz anualmente 3,1 milhões de toneladas de CO2, 2 milhões de toneladas de resíduos e 70 milhões de toneladas de água.

Fica pior. O tratamento, o tingimento e a lavagem dos tecidos também causam impactos no ar e no solo. Mais de 2 mil produtos químicos, como benzidina, toluidina, amoníaco, cloro e metais pesados são utilizados em vários agentes antiespumantes, corantes, detergentes e branqueadores.

A produção têxtil lida com dezenas de químicos tóxicos, como formaldeído, cloro, chumbo e mercúrio, que são despejados em cursos de água. Nitrogênio e óxidos de enxofre são emitidos de caldeiras, e apesar de os refugos têxteis poderem ser reciclados, grande parte deles acaba sendo direcionada a aterros.

Tecnologias que atenuam os impactos negativos na produção têxtil devem ser bem-vindas, sobretudo por grandes marcas que buscam melhorar seu desempenho socioambiental. A impressão digital é essa tecnologia. Ela é ainda pouco explorada no mercado têxtil. No entanto, está ganhando terreno, sobretudo entre empresas que precisam reduzir estoques e resíduos. Tecnologias como a Kornit Vulcan empregam um processo livre de água e trabalham com fibras naturais, sintéticas e mistas.

A impressão digital está avançando e tornando mais fácil adicionar determinadas características aos tecidos. Além disso, há revestimentos que podem conferir propriedades isolantes ao tecido ao bloquear a radiação infravermelha.

Tecidos podem receber revestimentos que amaciam e repelem insetos, fungos e micróbios, ou para torná-los retardante ao fogo e proteger o usuário de radiação UV. Os tecidos podem ser tratados para repelir sujeira e água ou para serem condutivos ou receber impressão com material fotovoltaico.

Levar essas informações aos grandes players da indústria têxtil deve ser o objetivo de todos os fabricantes de impressão digital têxtil. Devemos aprender com as experiências no setor comercial, o qual levou anos para reconhecer a impressão digital como um concorrente tecnológico válido.

O conhecimento sobre os benefícios da impressão digital nos setores de moda e tecidos ainda é pequeno, e isso tem de mudar.

 

Esse artigo foi escrito por Laurel Brunner e publicado no site da Fespa em 18 de julho de 2016. O Portal InfoSign foi responsável por traduzir e adaptar o texto.



Fespa 2019 terá espaço para empreendedores do segmento de sublimação

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 28/01/2019
Ilha da Sublimação oferecerá diversas atividades

Ilha da Sublimação oferecerá diversas atividades

A Fespa Brasil 2019, feira que ocorrerá entre os dias 20 e 23 de março, no Expo Center Norte, contará com a parceria da ComunidadeWEB para oferecer aos visitantes a Ilha da Sublimação, espaço de workshops gratuitos e exposição de produtos sublimados.

O objetivo da Ilha é apresentar a sublimação e oferecer ferramentas para quem deseja empreender ou ampliar sua participação no segmento.

Nos quatro dias do evento, especialistas de sublimação e temas correlatos (edição de imagens, gestão de negócio e empreendedorismo) vão compartilhar técnicas e dados relevantes em diversas palestras. Ao final do dia, ocorrem workshops com o time da ComunidadeWEB, para mostrar na prática o que foi aprendido durante o expediente.

Com exposição de produtos, a Ilha será ampliada em 2019 e terá o apoio das seguintes empresas: Academia da Sublimação, Barato Máquinas, Barato Móvel, Bordeaux, ComunidadeWEB, Gênesis, Gramonn Confecções, KMF Brindes, Morrim, Pop Stamp, SFCT, Silksmaq e Única Brasil.

Fonte: Fespa Brasil



Fujifilm e Inca comemoram 15 anos de parceria

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 08/01/2014

Na edição de 1998 da feira Ipex, realizada na Inglaterra, a Cambridge Consultants, empresa formada por uma pequena equipe de engenheiros, exibiu o protótipo de uma das primeiras impressoras inkjet planas (flatbed) do mundo. Para dar seguimento ao projeto de produção de suas impressoras, a Cambridge Consultants fechou uma parceria com a Sericol (que seria mais tarde comprada pela Fujifilm), tradicional fabricante de tintas gráficas.

Dois anos depois, a Cambridge Consultants transformou-se na Inca Digital e lançou a impressora Eagle 44, em conjunto com a Sericol. A máquina inovadora obteve grande sucesso e proporcionou uma base sólida para o crescimento e desenvolvimento da fabricante de impressoras.

Inca Onset S20 foi lançada em 2009

Inca Onset S20 foi lançada em 2009

Entre 2001 e 2004, num cenário em que a tecnologia a jato de tinta evoluía rapidamente, a Inca continuou a lançar modelos de impressoras planas.

Em 2005, a Sericol foi adquirida pela Fujifilm, uma potência global no ramo de tecnologia. A aquisição deu ainda mais força à parceria com a Inca, bem como aos negócios de impressão inkjet. Nesse mesmo ano, a Inca também foi comprada, pela Dainippon Screen Group.

Outro grande marco para ambas as empresas foi o lançamento da Onset S20, em maio de 2009. A impressora industrial conseguiu unir alta qualidade e alta velocidade de produção.

Em 2013, as empresas cresceram ainda mais. Ambas inauguraram novas instalações fabris, a fim de ampliar a produção e acompanhar as evoluções do mercado de inkjet.

Fonte: Large Format Review