3M promove campeonato de envelopamento de carros

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 13/08/2014

Final do Wrap2Wrap Battle ocorre em novembro, dentro da feira Sema, nos EUA

Final do Wrap2Wrap Battle ocorre em novembro, dentro da feira Sema, nos EUA

A 3M, fabricante internacional de películas adesivas, está promovendo a primeira edição do Wrap2Wrap Battle, campeonato de envelopamento de carros dividido em quatro etapas.

Válido para profissionais dos EUA que usam vinis da linha 3M Wrap Film Series 1080, o concurso começou no dia 11 de agosto. Até o dia 23 de setembro, os interessados podem inscrever seus melhores trabalhos pelo site da competição. Nesse período e nas duas etapas seguintes, o público poderá votar nos melhores projetos inscritos.

De 25 de setembro a 6 outubro, ocorre a segunda fase do campeonato, que escolherá quatro de oito finalistas. Entre os dias 7 e 13 de outubro, acontecem as semifinais. Os dois finalistas receberão uma viagem com tudo pago para a feira Sema, que ocorre de 4 a 7 de novembro, em Las Vegas, EUA.

Durante a exposição, no dia 6 de novembro, dentro do estande da 3M, os finalistas se encontrarão para um duelo final cara a cara. O melhor envelopador será escolhido por uma bancada de juízes composta pelos seguintes convidados:

  • Rutledge Wood, do programa Top Gear, do canal History Channel;
  • Jessi Combs, do programa All Girls Garage, do Velocity Channel (Discovery Networks);
  • Mike Forsythe, da Vossen Wheels;
  • David Zuckerberg, da revista Rides Magazine;
  • Rafael Navarro, da Pirelli Tires;
  • Phil Acquin, da Knifeless Tech Systems;
  • Adam Sumner, instrutor de envelopamento autorizado pela 3M.

Saiba mais sobre as regras e os prêmios do concurso.

Fonte: Wrap2Wrap



Kern Systems anuncia nova fonte de laser de 250W

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 01/07/2014

Equipamento é a nova máquina a laser flatbed da Kern

Nova fonte de laser pode cortar uma série de materiais rígidos

A Kern, fabricante norte-americana de equipamentos de corte e gravação, lançou no mercado internacional uma fonte de laser de 250W, capaz de cortar materiais como aço, aço inoxidável, espuma, acrílico, bem como madeira de espessura de até uma polegada.

Segundo a Kern, a fonte de 250W foi recém-adicionada ao portfólio da empresa e dá aos clientes uma opção que fica entre os lasers de 150W e 400W. Além disso, ela é mais brilhante e mais barata que a fonte de 400W, e mesmo assim é capaz de cortar acrílicos, aço e alumínio.

O usuário do laser de 250W tem dois anos de garantia.

Fonte: SGIA



Transfer digital: vantagens, dificuldades e processos

Por Jimmy Lamb em 14/09/2013

O transfer surgiu como alternativa barata à serigrafia, mas infelizmente o resultado que ele conferia ficava bem abaixo do esperado. Além de reproduzir imagens sofríveis, o transfer tinha a tendência de rachar e descascar depois de duas ou três lavagens. Com isso, ele criou uma má reputação. Mas os transfers digitais de hoje são bem diferentes, pois contam com tintas especiais, e não adesivos.

A primeira etapa do processo de criação de um transfer digital é a reprodução das imagens, realizada com uma impressora inkjet (usando o tipo certo de tinta) sobre um papel especial. Em seguida, o papel é colocado com a face para baixo sobre o produto (camiseta) e a prensa térmica aplica a tinta, por meio de calor.

      Saiba mais sobre sublimação:

A combinação de calor e pressão faz com que a tinta seja transferida do papel para o substrato. O papel transfer é então removido e descartado, deixando uma impressão na peça (no caso da sublimação, a imagem é realmente incorporada à superfície). Dependendo do equipamento, leva-se menos de dois minutos para imprimir e prensar.

Vantagens do transfer digital

O transfer digital realmente percorreu um longo caminho, especialmente em relação à  capacidade e ao custo. Hoje, ele tem retorno de investimento rápido, com custos iniciais razoáveis, que variam de 500 a 2.100 dólares (valores válidos para o mercado dos EUA), sem incluir a prensa térmica. Mas um dos aspectos mais atraentes do transfer digital é a capacidade de fazer trabalhos sob demanda.

Com a impressão digital, não é preciso se preocupar com separações de cores, criação de matrizes, setups etc. Se você tiver uma imagem de qualidade (com 350dpi), será possível começar a imprimir transfers em poucos minutos.

Há impressoras a jato de tinta que podem dar saída a imagens coloridas com 20 x 25cm em menos de 40 segundos; o processo de impressão é muito rápido. E, em seguida, a prensagem leva mais um ou dois minutos.

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

O processo que vai da arte ao produto é acabado em questão de minutos. Do ponto de vista de vendas, você poderia passar uma manhã criando amostras para potenciais clientes e, na parte da tarde, sair batendo na porta deles.

A impressão digital também é ideal para pequenas produções, o que é um bom complemento para quem já trabalha com serigrafia. Assim, é possível lidar com pequenas ordens de serviço usando transfers digitais de baixo custo, enquanto seus outros equipamentos ficam ocupados com tiragens maiores.

É importante utilizar a tinta adequada para a superfície a ser impressa. É uma questão de química. A escolha incorreta trará resultados inferiores. Com o uso da tinta digital errada, a qualidade e a longevidade da imagem irão declinar. Por exemplo, com camisas de algodão, é preciso usar uma tinta que se ligue às fibras de algodão. Mas quando se trata de fibras de poliéster, será preciso um tipo diferente de processo: a sublimação.

Transfer sublimático

A sublimação utiliza o mesmo processo de produção de qualquer outro transfer digital, mas o processo químico é muito diferente. A tinta sublimática usa corante, e é formulada para fibras sintéticas. Durante a prensagem, a sublimação da tinta se transforma em gás, e as fibras de polímero abrem-se para receber esse gás. A tinta, em seguida, penetra nas fibras.

Quando o calor é retirado, as fibras fecham-se e retêm permanentemente a tinta. Com peças de vestuário, o resultado final desse processo é uma imagem que não desaparece nem descasca durante as lavagens. No caso de materiais rígidos, a superfície não lasca ou descasca.

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

A impressão tradicional aplica a tinta sobre a superfície. A aplicação de calor transfere a tinta e ativa determinados agentes (aglutinantes) para ligar a tinta à superfície. Por sua vez, a sublimação é um processo que não emprega aglutinantes.

A chave para a sublimação é a fibra de polímero. Com a crescente popularidade das peças de vestuário à base de polímeros, é importante que você concentre-se em usar a tinta certa para elas.

Mas a sublimação não se limita a vestuário. Placas, prêmios, painéis de fotos, produtos promocionais, sinalização, bandeiras, decoração e joias são alguns produtos que podem ser sublimados. A única exigência é que eles tenham uma superfície de polímero ou que tenham revestimento.

Dificuldades

Independentemente do conjunto de tintas escolhido, um dos desafios da impressão digital é o gerenciamento de cores. Isso porque você cria as cores por meio de softwares. Em seguida, a impressora faz a reprodução delas.

O primeiro problema é que o que sai da impressora nem sempre corresponde ao que está na tela do computador. Há duas razões para isso: gama de cores e conversão de cores.

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

A gama de cores refere-se ao espectro tonal que um dispositivo pode reproduzir. No caso de um monitor, ela é geralmente maior do que a de uma impressora a jato de tinta. Assim, é possível haver cores na tela que não serão reproduzidas pela impressora.

A segunda razão é que os monitores costumam usar um processo aditivo (RGB), enquanto uma impressora digital utiliza um processo subtrativo (CMY). Assim, acontece um problema de "tradução" entre as cores do monitor e da impressora (saiba mais sobre gerenciamento de cores para impressoras a jato de tinta).

Conclusão

Então, se você está procurando um sistema de baixo custo, considere a impressão e o transfer digital. Certamente existem limitações nesses processos, como a necessidade de usar diferentes tintas para diferentes superfícies. Mas os transfers digitais são versáteis e rentáveis.

Sobre o autor: Jimmy Lamb escreve e palestra sobre sublimação e impressão em tecidos mundo afora. Tem mais de 20 anos de experiência no negócio de vestuário e decoração. Atualmente, é o gerente de comunicação na Sawgrass Technologies.

Esse artigo técnico foi cedido, com exclusividade, pela Sawgrass ao portal InfoSign, que traduziu e adaptou o texto.