3M apresenta três novas películas para envelopamento e impressão digital

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 31/01/2017
Fabricante lançou filmes das linhas Envision e IJ180

Fabricante lançou filmes das linhas Envision e IJ180

A 3M, desenvolvedora de tecnologias, lançou no mercado internacional a série Envision 480mC, composta por filmes adesivos para impressão digital com microtecnologia Comply Adhesive. Além disso, a fabricante expandiu a linha IJ180 ao apresentar as películas IJ180C-10LSE e IJ180-10SLS, também indicadas para estamparia digital.

Série IJ180

Das novas adições à linha IJ180, a película IJ180C-10LSE foi especialmente desenvolvida para aderir a superfícies como plásticos de baixa energia superficial, encontradas sobretudo em motocicletas. Já o IJ180-10SLS é um filme indicado para instalações em aço inoxidável.

Série Envision 480mC

Composta por películas sem PVC compatíveis com impressoras digitais UV, solvente e látex, a série Envision 480mC foi acrescida pelos filmes SV480mC e LX480mC, que, segundo a empresa, oferecem o mesmo desempenho dos vinis cast, com a vantagem de ter propriedades ecologicamente amigáveis, pois não possuem PVC, ftalatos, cloro e outros halogênios, além de usarem 58% menos solvente em sua fabricação.

Com microtecnologia Comply Adhesive, que oferece deslizamento e tack inicial otimizados para envelopamento, as películas facilitam a instalação e o reposicionamento durante a instalação. Também oferecem fácil liberação do liner e podem esticar até 150%.

Os filmes Envision e IJ180 Films são vendidos sob as garantias 3M MCS e 3M Performance, e a linha Envision 480mC ganhou a certificação GREENGUARD Gold, concedida a produtos que respeitam padrões rígidos de baixas emissões de compostos orgânicos voláteis em ambientes internos.

Fonte: 3M



Esko anunciará novas soluções durante a SGIA 2016

Por Luiz Ricardo Emanuelli em 06/09/2016
Soluções incluem softwares de design, fluxo de trabalho e gerenciamento de produção

Soluções incluem softwares de design, fluxo de trabalho e gerenciamento de produção

A Esko, desenvolvedora de equipamentos para corte e acabamento, estará na SGIA 2016, feira de impressão digital que ocorre entre os dias 14 e 16 de setembro, em Las Vegas, EUA. A empresa pretende exibir novas soluções como a Automation Engine Avant, o Device Manager e o ArtiosCAD.

O Automation Engine Avant é um novo pacote de fluxo de trabalho para impressão de grande formato, que inclui ferramentas de pré-impressão, edição de arquivos e inserção de caminhos de corte e nesting.

O Device Manager é um software usado para comunicar o status do trabalho e ajudar a gerenciar tarefas com base nos tempos de produção e materiais a serem cortados. Com ele, os operadores podem organizar e priorizar os trabalhos entre as diferentes mesas de corte. O aplicativo pode funcionar com um módulo de estimativa Esko, que oferece informações mais acuradas sobre a produção e seus gastos.

Outra solução que será exibida pela Esko é o ArtiosCAD, software de design de displays para ponto de venda. A versão mais recente do aplicativo funciona com a ArtiosCAD Display Store, que disponibiliza diversos templates e permite a criação de novos projetos.

A Esko também fez uma parceria com Chili Publish para oferecer uma solução de edições online. Com ela, é possível que qualquer pessoa na cadeia produtiva modifique os projetos dentro das restrições estabelecidas.

Fonte: Esko



Transfer digital: vantagens, dificuldades e processos

Por Jimmy Lamb em 14/09/2013

O transfer surgiu como alternativa barata à serigrafia, mas infelizmente o resultado que ele conferia ficava bem abaixo do esperado. Além de reproduzir imagens sofríveis, o transfer tinha a tendência de rachar e descascar depois de duas ou três lavagens. Com isso, ele criou uma má reputação. Mas os transfers digitais de hoje são bem diferentes, pois contam com tintas especiais, e não adesivos.

A primeira etapa do processo de criação de um transfer digital é a reprodução das imagens, realizada com uma impressora inkjet (usando o tipo certo de tinta) sobre um papel especial. Em seguida, o papel é colocado com a face para baixo sobre o produto (camiseta) e a prensa térmica aplica a tinta, por meio de calor.

      Saiba mais sobre sublimação:

A combinação de calor e pressão faz com que a tinta seja transferida do papel para o substrato. O papel transfer é então removido e descartado, deixando uma impressão na peça (no caso da sublimação, a imagem é realmente incorporada à superfície). Dependendo do equipamento, leva-se menos de dois minutos para imprimir e prensar.

Vantagens do transfer digital

O transfer digital realmente percorreu um longo caminho, especialmente em relação à  capacidade e ao custo. Hoje, ele tem retorno de investimento rápido, com custos iniciais razoáveis, que variam de 500 a 2.100 dólares (valores válidos para o mercado dos EUA), sem incluir a prensa térmica. Mas um dos aspectos mais atraentes do transfer digital é a capacidade de fazer trabalhos sob demanda.

Com a impressão digital, não é preciso se preocupar com separações de cores, criação de matrizes, setups etc. Se você tiver uma imagem de qualidade (com 350dpi), será possível começar a imprimir transfers em poucos minutos.

Há impressoras a jato de tinta que podem dar saída a imagens coloridas com 20 x 25cm em menos de 40 segundos; o processo de impressão é muito rápido. E, em seguida, a prensagem leva mais um ou dois minutos.

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

Prensa térmica é equipamento que aplica calor e pressão, para transferir a imagem do papel para a camiseta

O processo que vai da arte ao produto é acabado em questão de minutos. Do ponto de vista de vendas, você poderia passar uma manhã criando amostras para potenciais clientes e, na parte da tarde, sair batendo na porta deles.

A impressão digital também é ideal para pequenas produções, o que é um bom complemento para quem já trabalha com serigrafia. Assim, é possível lidar com pequenas ordens de serviço usando transfers digitais de baixo custo, enquanto seus outros equipamentos ficam ocupados com tiragens maiores.

É importante utilizar a tinta adequada para a superfície a ser impressa. É uma questão de química. A escolha incorreta trará resultados inferiores. Com o uso da tinta digital errada, a qualidade e a longevidade da imagem irão declinar. Por exemplo, com camisas de algodão, é preciso usar uma tinta que se ligue às fibras de algodão. Mas quando se trata de fibras de poliéster, será preciso um tipo diferente de processo: a sublimação.

Transfer sublimático

A sublimação utiliza o mesmo processo de produção de qualquer outro transfer digital, mas o processo químico é muito diferente. A tinta sublimática usa corante, e é formulada para fibras sintéticas. Durante a prensagem, a sublimação da tinta se transforma em gás, e as fibras de polímero abrem-se para receber esse gás. A tinta, em seguida, penetra nas fibras.

Quando o calor é retirado, as fibras fecham-se e retêm permanentemente a tinta. Com peças de vestuário, o resultado final desse processo é uma imagem que não desaparece nem descasca durante as lavagens. No caso de materiais rígidos, a superfície não lasca ou descasca.

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

Com o transfer, é possível estampar uma série de objetos e materiais, desde que eles estejam devidamente preparados para receber a tinta

A impressão tradicional aplica a tinta sobre a superfície. A aplicação de calor transfere a tinta e ativa determinados agentes (aglutinantes) para ligar a tinta à superfície. Por sua vez, a sublimação é um processo que não emprega aglutinantes.

A chave para a sublimação é a fibra de polímero. Com a crescente popularidade das peças de vestuário à base de polímeros, é importante que você concentre-se em usar a tinta certa para elas.

Mas a sublimação não se limita a vestuário. Placas, prêmios, painéis de fotos, produtos promocionais, sinalização, bandeiras, decoração e joias são alguns produtos que podem ser sublimados. A única exigência é que eles tenham uma superfície de polímero ou que tenham revestimento.

Dificuldades

Independentemente do conjunto de tintas escolhido, um dos desafios da impressão digital é o gerenciamento de cores. Isso porque você cria as cores por meio de softwares. Em seguida, a impressora faz a reprodução delas.

O primeiro problema é que o que sai da impressora nem sempre corresponde ao que está na tela do computador. Há duas razões para isso: gama de cores e conversão de cores.

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

Nem tudo o que você vê no monitor vai ser reproduzido pela sua impressora

A gama de cores refere-se ao espectro tonal que um dispositivo pode reproduzir. No caso de um monitor, ela é geralmente maior do que a de uma impressora a jato de tinta. Assim, é possível haver cores na tela que não serão reproduzidas pela impressora.

A segunda razão é que os monitores costumam usar um processo aditivo (RGB), enquanto uma impressora digital utiliza um processo subtrativo (CMY). Assim, acontece um problema de "tradução" entre as cores do monitor e da impressora (saiba mais sobre gerenciamento de cores para impressoras a jato de tinta).

Conclusão

Então, se você está procurando um sistema de baixo custo, considere a impressão e o transfer digital. Certamente existem limitações nesses processos, como a necessidade de usar diferentes tintas para diferentes superfícies. Mas os transfers digitais são versáteis e rentáveis.

Sobre o autor: Jimmy Lamb escreve e palestra sobre sublimação e impressão em tecidos mundo afora. Tem mais de 20 anos de experiência no negócio de vestuário e decoração. Atualmente, é o gerente de comunicação na Sawgrass Technologies.

Esse artigo técnico foi cedido, com exclusividade, pela Sawgrass ao portal InfoSign, que traduziu e adaptou o texto.